Pop internacional

A cena indiepop internacional nunca esteve tão recheada de boas bandas. Foi-se o tempo em que as bandas mais comentadas eram somente as americanas e inglesas. Pela internet afora, o que não faltam são blogs que focam bandas de fora do eixo EUA/Reino Unido. Já não é segredo mesmo para os americêntricos e eurocêntricos que se faz pop de altíssima qualidade fora dos lugares tradicionais.

É na última onda deste movimento que se encaixam os selos Cloudberry Records e Plastilina Records, capitaneados por um jovem peruano chamado Roque, defensor do pop inocente e da ética punk. A proposta da gravadora é romântica, espelhada na tradição de gravadoras legendárias como Sarah e Postcard.

O selo Cloudberry, por exemplo, é descendente direto dos selos que se especializavam no lançamento de cassetes, somente pelo amor à música, sem maiores pretensões comerciais. Pop de alta qualidade a preços acessíveis, numa tentativa de socializar a música.

Muito se discutiu na internet recentemente se o selo era importante ou não e, apesar de tantos detratores, é quase consenso que trata-se de uma gravadora que tem feito muito pelo indiepop internacional, lançando bandas sul-americanas, asiáticas e européias que estão de certa forma fora dos grandes centros e que não têm possibilidade de tentar a sorte nos principais mercados. A intenção é realmente enaltecer o pop e fazer o melhor possível para atingir o coração de quem ouve, sem preocupações mercadológicas.

É claro que pop é, por definição, comercial, mas isso não significa que não se possa praticar o gênero com criatividade e inventividade, mesmo que os detratores do gênero usem adjetivos como “comportado”, “bonitinho”, “popzinho”, “inofensivo”. Nada mais rebelde no mundo de hoje do que ser “bonitinho”, “inofensivo”, fazer “popzinho” e, o maior dos contra-sensos, fazê-lo pelo amor à música e não pelo potencial mercadológico.

A ausência de pretensão e de agressividade é justamente o que atrai os fãs do gênero. Quem acompanha a música independente sabe que os herdeiros da ética punk hoje não são os Green Days da vida, mas os carinhas encardidos que gravam no computador e distribuem as músiquinhas em cd-rs e mp3s. A agressividade do punk era uma reação à alegria apática da Disco. Era um meio, não um fim.

Bem, deixa eu trabalhar um pouco, senão o patrão me manda embora. No próximo post vou colocar uns links para mp3s essenciais da nova leva do pop internacional.

Por enquanto, fiquem com a clássica “Popkids of the World Unite”, da banda Horowitz.

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